Torre de aprendizagem e o instinto de ir além.

As crianças – como todo ser humano – querem sempre mais. Ir além. Ultrapassar barreiras. Explorar. Adiante e adiante.

Dizem por ae, que em sete dias um recém nascido já deu conta da sala de casa. É preciso apresentar mais (informação sem fonte confirmada hahaha mas confirmada na minha parca experiência com recém nascidos). Mudar os ângulos. Sair  de casa. As árvores da rua, os prédios, os gatinhos, os “au-au”, o mundo. O bebê – no colo ou no carrinho – olha atento, não perde nenhum detalhe. Esse experienciar que nos parece bobo e automático é para eles de uma riqueza sem tamanho. (É mais ou menos a sensação que temos ao chegar em uma cidade que não conhecemos, principalmente se esta for bem diferente do que conhecemos como cidade).

Aos poucos o bebê vai ganhando novos movimentos, ampliando seu leque de possibilidades. Explora não só com os olhos. As mãos, os pezinhos. Leva a boca. Sente com todo o corpo. Até que, um ano depois, engatinha e anda. Nessa fase o chão e as escadas são possibilidades infinitas.

Lembro que Nico, por muito tempo era aficcionado pelo armário da cozinha. Tira todos os potes e panelas do lugar, fica nessa exploração por horas, indo e voltando da sala, com seu engatinhar ou seu andar vacilante. Hoje, não é que ele não bagunce mais por ali, mas sua vida precisa de outros horizontes. Funcionou assim por aqui:

Se antes, o colo era o melhor ponto para apreender o mundo (e este nunca o foi negado), isso passou. Queria o chão. Queria liberdade, espaço, para o movimento. Queria (e ainda quer muito)  correr por ae, andar, explorar, percorrer com seus pés, conhecer, marcar e farejar o território. Território devidamente esquadrinhado, surge um novo momento: pede para voltar ao colo. Quer ver do alto. Quer subir escadas, escalar o sofá, as cadeiras, os móveis. Quer brincar não mais com as panelas do armário da cozinha, quer o que há em cima: o microondas, a pia, o liquidificador. Olhar aquilo que os outros que habitam com ele essa casa também olham.

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Nada poderia ser mais natural, não é mesmo?

Foi quando chegamos nessa fase que pensei que a torre de aprendizado (ou montessoriana, tem um texto aqui no blog falando sobre ela) seria muito útil. E tem sido, e como! Nico sobe e desce quando quer. Não depende da disponibilidade do colo (que ainda hoje não lhe é negado quando ele bem quer). Arrasta a torre para a cozinha quando sente fome. A torre é instrumento, ferramenta. Serve para ajudá-lo a explorar o mundo, a enxergar e viver numa casa em que basicamente nada tem o seu tamanho, tudo está um metro acima.

 

De cima dela, Nico pode participar de tudo: lavar a louça, ver fazer a comida, o pão, o liquidificador e o microondas funcionando. Aponta, se encanta, explora. Quantas possibilidades! Há nesses movimentos simples a expressão de muita autonomia e da possibilidade de criar horizontes.

 

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Não me canso de dizer que as crianças aprendem com a vida, vivendo junto da gente. (O movimento de pinça não precisa ser estimulado, por exemplo, ele virá, naturalmente junto ao ato de comer, de levar os alimentos à boca. Assim é com tudo). O que a gente faz então? Vive, ue. Lava a louça, cozinha, come, brinca, rega as plantas, cuida dos animais, canta, dança e brinca muito. Aos pais, cabe apenas estar ali, ao lado.

Obs: Cada criança passa por fases diferentes, em ordens diferentes e tempos distintos. Isso nada tem a ver com o que é normal ou patológico, e sim com a singularidade humana. Lembre-se que tabelas de salto de desenvolvimento e coisa e tal servem como um “guiazinha” fajuto, e nada mais. Tudo que está descrito aqui nada mais é que a experiência junto do meu filho, e não tem em nenhum momento a pretensão de ser generalista.

Obs: Esse não é um post patrocinado. Porém não deixo de dizer que a Torre de Aprendizado que temos foi presente da Square Marcenaria. Agradecemos muito por esse carinho e indicamos à todos, pois gostamos muito da nossa. 

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