Como evitar estrangulamentos.

Raiva.
todo mundo sabe o que é isso. não precisa ser psicólogo pra considerar essa uma das emoções mais básicas do ser humano. de todos. Todo mundo sente essa porra.

Por que então achar que uma criança, serzinho tão puro e especial, não sentiria? Bebês pulsam de raiva. como todas as outras pessoas. e como todas as pessoas, cada um tem sua forma singular de expressar esse sentimento.

Daí as tão discutidas fases de “bater” – no plural mesmo pois fase em criança é um troço que vai e volta e você fica achando que não vai acabar nunca.
É chato quando seu filho é um bebezinho bem pequeno e vem outro, um tantinho maior, puxa o brinquedo com raiva e tasca uma porrada na cabeça da sua amada cria. Cê enche de beijos, sorri amarelo pros pais do meliante e vida que segue.
Acontece que vai ficando muito mais chato quando o meliante é seu amado filho. tão doce, tão puro, tão agressivo esse filho da mãe. Bate nos outros quando quer um brinquedo, bate em você quando quer algo que não pode, bate no cachorro da vizinha pois não entende a diferença de carinho e tapa, morde, arranha, chuta a cara do amiguinho. A sua cara? vai ficando amarela, amarela, cheia de vergonha, sem graça. e um tanto vermelha. de raiva.

É que a raiva é emoção básica, quase animalesca – porque não dizer assim. Corrói o corpo da gente, vai inundando tudo, tomando cada músculo, até que ploft explode. em porrada, choro, grito. Seu filho te bate e você tem é vontade de bater de volta (e quantos pais não batem?). Mais que vontade. Você tem impulso. é impelido à. se não para pra pensar e segura a mão já foi.

Mas é bom sempre lembrar. seu filho não te bateu de sacanagem, não chutou a cara do amiguinho, não puxou o cabelo porque ele é uma criança malvada, manhosa, babacona. Seu filho vez isso tudo, justamente porque ele é uma criança. só isso. criança. E não sabe ainda o que fazer com essa emoção toda que explode no peito.

A maternidade/ paternidade é uma chance única. de rever a forma como nos colocamos no mundo. a forma como as emoções nos atingem. a forma como reagimos. É oportunidade de mudar. de dar as mãos pra essa criaturinha que grita do nosso lado e respirar, um, dois, três, até dez. inventar outras formas de deixar a raiva passar.

Mas ô, tem vezes que não dá não. Mãe e pai é gente, carne e osso, muita alma. Nessas horas passe a bola, vá socar um travesseiro, gritar na janela.
Se não der tudo bem. Seu filho vai entender que seu amor é maior que um episódio de raiva (sem agressões, faça favor).

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