O sono nosso de cada dia.

O sono aqui em casa é uma questão. das grandes.

Eu nunca fui do tipo de pessoa que deita na cama, vira pro lado e dorme. Sempre precisei de horas. contar carneirinhos. relaxar. temperatura ambiente ideal. exterminar todos os mosquitos. não ter nenhuma tarefa pendente.

Um pouco pretensioso da minha parte achar que com filho ia ser diferente, que a criança viria com botão de desligar. Quando me falavam pra dormir durante a gravidez, que depois eu não dormiria mais, eu subestimei: achei que a privação de sono se tratava apenas dos primeiros meses, de quando tinha nos braços um recém-nascido.

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Nico nunca foi desses bebês que dormem a noite inteira. acorda milhões de vezes pra mamar e só dorme quando carregado de um lado pro outro. Com o passar dos meses, não sei dizer se foi o sono dele que piorou ou se foi a nossa paciência e disposição que foram pro saco. Só que depois de 14 meses vivendo como um zumbi você começa a entender o sucesso de vendas de livros como Nana Nenê, o porque que as pessoas tem babás e o motivo de quase todos os livros infantis serem apenas uma tentativa de adormecer criaturinhas. Você se transforma em um monstro toda a noite, cheio de raiva, rancor, sono, muito sono, e quer esmagar a cabeça da criança pra que ela durma, apenas durma, pelo amor das deusas.

Não. eu não esmago cabeça de bebês. Não deixo meu filho chorando sozinho no quarto até que aprenda a dormir. Não vou desmamá-lo, nem complementar com leite artificial pois enche mais Não acredito em fórmulas mágicas. Não acredito que as crianças sejam todas iguais. Nem que elas devam se encaixar num molde perfeito de 12 horas de sono seguidas + 2 cochilos diários. Entendo os motivos fisiológicos, estruturais, culturais que perpassam pelo sono infantil. as rotinas familiares, o medo de abandono, a angústia no meio da noite. o aconchego do corpo da mãe, a sede… Mas tá foda. 

***

Frente a isso estamos elaborando estratégias – não de guerra, mas de paz.
Estratégias gentis, que falem em primeiro lugar do cuidado com o Nico, a vontade de torná-lo uma criança autônoma, que consiga dormir quando tem sono – coisa que eu não aprendi até hoje, né. que respeite suas necessidades, com carinho, sem deixar chorar, estando junto, dando a mão.

O que mais importa nisso? é menos o número de horas que o Nico dorme. é mais o nosso percurso, como família. crescendo juntos, aprendendo, estando. com amor e muita paciência.

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6 comentários sobre “O sono nosso de cada dia.

  1. Verônica Batista Ferreira disse:

    Olá!!! Estamos no mesmo barco minha querida… Buáaaaaa. Mas tu é guerreira!!! Acho que não é de de forma nenhuma a amamentação, pois infelizmente meu corpo não produziu leite para alimentar meus filhos. E mesmo a Talyta sem essa necessidade, ela acorda sim várias vezes à noite, dorme com o começar do outro dia e acordo às 4:20 da matina para trabalhar, viu!!!Então sou um zumbi que nem você. O que nos resta? Paciência e amor mesmo. Adorei o post!!! Abraços!!!

    Curtido por 1 pessoa

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