5,6 (re)Aprendendo a cantar: a força da tradição

A música sempre foi presença na minha família e infância. Mas nunca soube domá-la, usá-la ou sei lá. Verdade seja dita, para o desespero do meu querido avô, não sei nem bater palmas.

Nunca consigo lembrar mais do que dois versos de música alguma (nem as cantigas de roda), estou longe de tocar algum instrumento musical, e de acordo com minha mãe só é possível reconhecer uma música que eu esteja cantando se você souber toda a letra de cor.

Mas a gente tenta. Cantávamos na escola, fazíamos aula de música, brincávamos livremente com os instrumento sempre a altura das nossas mãos. Haviam serenatas em famílias, ensaios, gravávamos fitas. Sempre cantando ou ouvindo.

E eu sei – como sei – o quanto esses momentos marcaram minha vida e foram importantes na construção de quem venho sendo hoje. Música envolve afeto. Tem ritmo, tem forma, tem magia. Ensina de forma leve, e fala daquilo que muitas vezes nem tem nome. Ajuda a gente a expressar sentimentos. A extravasar sentimentos, a levar os dias. (é que quem canta, os males espanta).

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Agora hoje, eu fico por ai repetindo pro Nico a única canção que conheço (alecrim dourado). Me esforçando pra lembrar de outras velhinhas da infância. E inventando músicas mal cantadas (pobre criança) com aquilo que sinto na hora, que estamos fazendo, que vamos fazer.

Tenho feito um esforço ativo para relembrar as músicas tradicionais. As folclóricas (tipo capelinha de melão, o cravo e a rosa, peixe vivo e todas as infinitas que todos cantamos em roda). A música folclórica traz nossas raízes. “É anônima, espontânea, durável, persistente e, antiga ou tradicional,  é uma herança cultural”. Assim como os contos de fadas, essas canções tem um sentido para existirem e parar persistirem ao tempo: elas atendem a necessidades psicológicas e sociais. Além disso, são tecnicamente simples em suas melodias e letras, fáceis para a criança assimilar e reproduzir. Ajuda muito na inserção no discurso e na cultura.

Portanto, me ajudem. Escrevam também as cantigas favoritas e vocês. Para eu ensinar para o Nicolas, que tadinho, já deve tá de saco cheio de Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeaaaadoooo.

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Referência:

Achei um site super bacana que tem a letra de umas 45 músicas folclóricas brasileiras.

 

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